
V.
Eu era a flor desfolhada
Dos vendavais ao correr;
Tu foste a gota dourada
E o lírio pôde viver.
Poeta, dormia pálido
No meu sepulcro, bem só;
Tu disseste – Ergue-te Lázaro! –
E o morto surgiu do pó!
Eu era sombrio e triste...
Contente minh’alma é;
Eu duvidava... sorriste,
Já no amar tenho fé.
A fronte que ardia em brasas
A seus delírios pôs fim
Sentindo o roçar das asas,
O sopro dum querubim.
Um anjo veio e deu vida
Ao peito de amores nu:
Minh’alma agora remida
Adora o anjo – que és tu!
Um comentário:
Amiga Renata,
Agradeço pela doce e agradável visitinha.Eu vou linkar seu Blog, eu ainda não sei dependo de minha filha ,para fazer isso. Amoooooooo, vir aqui, acho lindo esses poemas.Parabéns!!!!!
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