segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

Adormecida - Castro Alves


Uma noite, eu me lembro... Ela dormia

Numa rede encostada molemente...

Quase aberto o roupão... solto o cabelo

E o pé descalço do tapete rente.'

Stava aberta a janela. Um cheiro agreste

Exalavam as silvas da campina...

E ao longe, num pedaço do horizonte,

Via-se a noite plácida e divina.

De um jasmineiro os galhos encurvados,

Indiscretos entravam pela sala,

E de leve oscilando ao tom das auras,I

am na face trêmulos — beijá-la.

Era um quadro celeste!... A cada afago

Mesmo em sonhos a moça estremecia...

Quando ela serenava... a flor beijava-a...

Quando ela ia beijar-lhe... a flor fugia...

Dir-se-ia que naquele doce instante

Brincavam duas cândidas crianças...

A brisa, que agitava as folhas verdes,

Fazia-lhe ondear as negras tranças!

E o ramo ora chegava ora afastava-se...

Mas quando a via despeitada a meio,

P'ra não zangá-la... sacudia alegre

Uma chuva de pétalas no seio...

Eu, fitando esta cena, repetia

Naquela noite lânguida e sentida:

"Ó flor! — tu és a virgem das campinas!

"Virgem! — tu és a flor da minha vida!..."

3 comentários:

Anônimo disse...

parabéns, adorei
sempre visitarei seu blog, fofa

Anônimo disse...

pirigueeeete
muito lindo seu frog
bJuxxuXxxuXKfjgifxkxxXXUx
,lo,mjioj n456ik *-* T_T

Clarissa Vergara disse...

ADOREI SEU BLOG.
EU AMO LITERATURA E ADORMECIDA É UMA DAS MINHA POESIAS PREFERIDAS.
PARABÉNS PELO BLOG.