quarta-feira, 16 de abril de 2008

Mal de Amor - Ana Amélia Queirós Carneiro de Mendonça


Toda a pena de amor, por mais que doa,

No próprio amor encontra recompensa.

A lágrima que causa a indiferença

Seca-a depressa uma palavra boa!

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A mão que fere, o ferro que agrilhoa

Obstáculos não são que Amor não vença

Amor transforma em luz a treva densa;

Por um sorriso, Amor tudo perdoa.

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Ai de quem muito amou não sendo amado

E depois de sofrer tanta amargura

Pela mão que o feriu não foi curado...

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Noutra parte há de em vão buscar ventura:

Fica-lhe o coração despedaçado,

Que o mal do Amor, só nesse Amor, tem cura.

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4 comentários:

Cláudia disse...

Liiiiindo!

Adorei seu blog. Um beijo.

CLaudia

Siilva disse...

Muito bom! Abraço.

Daniel Rodrigues disse...

Não sei mais o que dizer, adoro tudo isso! Beijo.

Amélia Luz disse...

Quando tinha 13 anos ganhei no escondidinho do ginásio este poema que mesmo amarelecido guardo como lembrança comigo. Foi o menino que eu gostava que trouxe para mim.