quinta-feira, 15 de maio de 2008

Por Pablo Neruda ...


Antes de amar-te, amor, nada era meu
Vacilei pelas ruas e as coisas:
Nada contava nem tinha nome:
O mundo era do ar que esperava.
E conheci salões cinzentos,
Túneis habitados pela lua,
Hangares cruéis que se despediam,
Perguntas que insistiam na areia.
Tudo estava vazio, morto e mudo,
Caído, abandonado e decaído,
Tudo era inalienavelmente alheio,
Tudo era dos outros e de ninguém,
Até que tua beleza e tua pobreza
De dádivas encheram o outono.
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2 comentários:

Anônimo disse...

O que dizer de Neruda? Beijo para você moça bonita!

Epifanias disse...

Este para mim é O POETA e esta é a sua melhor poesia, porque me fala ao fundo do coração...Parabéns pelo teu blog...Vou te seguindo...