sábado, 8 de novembro de 2008

Por Paul Verlaine ...

,
Debrucei me esta noite sobre o teu sono.
Dormia o corpo casto sobre o lençol
E vi, como alguém que lesse, estudioso,
Ah! vi que tudo é vão sob a luz do sol!
Estarmos vivos, ó que rara maravilha,
Como o nosso organismo é flor que se dobra!
Ó pensamento que levas ao delírio!
Dorme, vá!
Quanto a mim,este assombro acorda me,
Ah, desgraça de te amar, frágil amante;
Respiras como se respira um instante!
Ó olhar fechado que à morte é igual!
Ó boca a rir em sonhos na minha boca,
À espera de outra gargalhada mais louca!
Depressa, acorda.
Ouve, a alma é imortal!
.

Um comentário:

tossan disse...

Gostei muito da tua poesia. Bj