quinta-feira, 18 de junho de 2009

O teu mistério - David Mourão-Ferreira



O teu mistério
decifrei-o
numa pupila cega:
fechado e aberto
como um seio
que pela noite
se me entrega.
A luz, se vinha,
não descia
do coração
nem dos sentidos:
mas concentrava
a extática alegria
de nos sentirmos
confundidos.
.

2 comentários:

Thays disse...

Acho que nunca comentei aqui, quer dizer, nunca mesmo. Acompanho esse blog há tempos, e cara é incrível como tudo o que postas parece a transcrição do que sinto. Obrigada por tudo.

Rosemildo Sales Furtado disse...

Olá amiga! Olha, eu estava passeando, assim como quem não quer nada, quando de repente, avistei um lindo espaço. Daí, para satisfazer a minha curiosidade, invadi e, para minha surpresa, deparei-me com uma bela jovem cheia de amor. Um amor que seguia através do tempo em verso e prosa, aí então, não resisti em dizer que a escolha dela foi muito feliz, pois o poema, além de ser bonito, é profundo.

Perdoe-me pelas baboseiras.

Beijos,

Furtado.