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terça-feira, 20 de janeiro de 2009


Quando a luz estender as roupas nos telhados
E for todo o horizonte um frêmito de palmas
E junto ao leito fundo de nossas duas almas,
Chamarem nossos corpos nus,entrelaçados,
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Seremos, na manhã, duas máscaras calmas e felizes,
De grandes olhos claros e rasgados…
Depois,volvendo ao sol as nossas quatro palmas,
Encheremos o céu de vôos encantados!…
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E as rosas da cidade inda serão mais rosas.
Serão todas felizes sem saber porque.
Até os cegos,os entrevadinhos… E
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Vestidos contra o azul de tons vibrantes e violentos,
Nós improvisaremos danças espantosas,
Sobre os telhados altos, entre o fumo e os cataventos!
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quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Por Mário Quintana...

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" O amor é quando a gente mora um no outro"
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quarta-feira, 30 de julho de 2008

Canção do Amor Imprevisto - Mário Quintana


Eu sou um homem fechado.
O mundo me tornou egoísta e mau.
E a minha poesia é um vício triste,
Desesperado e solitário
Que eu faço tudo por abafar.
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Mas tu apareceste com a tua boca fresca de madrugada,
Com o teu passo leve,
Com esses teus cabelos...
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E o homem taciturno ficou imóvel, sem compreender
nada, numa alegria atônita...
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A súbita, a dolorosa alegria de um espantalho inútil
Aonde viessem pousar os passarinhos.
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sábado, 12 de julho de 2008

Canção de Inverno - Mário Quintana


"Pinhão quentinho!
Quentinho o pinhão!"
(E tu bem juntinho
Do meu coração...)
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segunda-feira, 19 de maio de 2008

Por Mário Quintana...


"Nunca diga "te amo" se não te interessa.
Nunca fale sobre sentimentos se estes não existem.
Nunca toque numa vida, se não pretende romper um coração.
Nunca olhe nos olhos de alguém, se não quiser vê -lo derramar em lágrimas por causa de ti.
A coisa mais cruel que alguém pode fazer é permitir que alguém se apaixone por você,
quando você não pretende fazer o mesmo".
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quarta-feira, 7 de maio de 2008

Bilhete - Mário Quintana



Se tu me amas, ama-me baixinho
Não o grites de cima dos telhados
Deixa em paz os passarinhos
Deixa em paz a mim!
Se me queres,
enfim,
tem de ser bem devagarinho, Amada,
que a vida é breve, e o amor mais breve ainda...
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terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

Do Amoroso Esquecimento - Mário Quintana


Eu, agora, - que desfecho!
Já nem penso mais em ti...
Mas será que nunca deixo
De lembrar que te esqueci?
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quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

Saudade - Mário Quintana


Na solidão na penumbra do amanhecer.

Via você na noite, nas estrelas, nos planetas,

nos mares, no brilho do sol e no anoitecer.
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Via você no ontem, no hoje, no amanhã...

Mas não via você no momento.
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Que saudade...
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