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quinta-feira, 30 de outubro de 2008

A Imortalidade do Amor - Davi Cartes Alves


Tua boca
tem sopro doce de luar
mas em minha alma
conjuga em chamas
o verbo amar
.
teu beijo
tem o mel da imortalidade
deixa a alma sublevar
entre sensações
da tenra idade
.
teu corpo
és bojo macio de tulipa
a recender magnólias
torna em luminoso paraíso,
meu taciturno mausoléu
.
Fez me sentir-se Hermes
altaneiro, a levar recados
entre a terra e o céu.
.
.
.

domingo, 24 de fevereiro de 2008

Não deixe pra dizer que ama, quando for tarde demais - Davi Cartes Alves


Não adianta dizer que amava

Só no pé da cova rasa

Escrever na grinalda de perpétuas

Ou no vaso de crisântemos

Onde o térmita e o tempo

dissolvem tudo em relento

.

dizer que ama

com ternura de querubim

protege a alma

do tempo e do cupim

.

desde que proferido

em palpitante vida

uma e muitas vezes

dizer que amas

escrevendo n’alma querida

por cinzel em chamas

.

certamente,

não farás na sepultura

poroso drama

.



.