
sábado, 12 de julho de 2008
sexta-feira, 11 de julho de 2008
Para que Fiques - Lya Luft

A certeza vela atrás de
um muro
ou dorme num poço
onde nada se escuta ou avista.
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Sempre que partes, morro
um pouco
por não saber se retornas.
Minhas mãos doem de
tanto abrir-se
para que vás tranquilo.
Só assim hás de querer
estar comigo:
sem que eu insista.
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(Fingir que te deixo
livre é um jeito
egoísta de te amar).
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quinta-feira, 10 de julho de 2008
A Teus Mimosos Pés ... - Manuel du Bocage

XVIII
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A teus mimosos pés, meu bem, rendido,
Confirmo os votos, que a traição manchara;
Fumam de novo incensos sobre a ara
Que a vil ingratidão tinha abatido.
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De novo sobre as asas de um gemido
Te of´(e)reço o coração, que te agravara;
Saudoso torno a ti, qual torna à cara
Perdida pátria o mísero banido.
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Renovemos o nó por mim desfeito,
Que eu já maldigo o tempo desgraçado
Em que a teus olhos não vivi sujeito;
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Concede-me outra vez o antigo agrado;
Que mais queres? Eu choro, e no meu peito
O punhal do remorso está cravado.
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quarta-feira, 9 de julho de 2008
Aspiração - Carlos Drummond de Andrade
terça-feira, 8 de julho de 2008
Não Sei se é Amor que Tens - Ricardo Reis
quinta-feira, 3 de julho de 2008
Eterno Sonho - Cruz e Souza

Talvez alguém estes meus versos lendo
Não entenda que amor neles palpita,
Nem que saudade trágica, infinita
Por dentro deles sempre está vivendo.
Não entenda que amor neles palpita,
Nem que saudade trágica, infinita
Por dentro deles sempre está vivendo.
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Talvez que ela não fique percebendo
A paixão que me enleva e que me agita,
Como de uma alma dolorosa, aflita
Que um sentimento vai desfalecendo.
A paixão que me enleva e que me agita,
Como de uma alma dolorosa, aflita
Que um sentimento vai desfalecendo.
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E talvez que ela ao ler-me, com piedade,
Diga, a sorrir, num pouco de amizade,
Boa, gentil e carinhosa e franca:
Diga, a sorrir, num pouco de amizade,
Boa, gentil e carinhosa e franca:
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— Ah! bem conheço o teu afeto triste...
E se em minha alma o mesmo não existe,
É que tens essa cor e é que eu sou branca!
E se em minha alma o mesmo não existe,
É que tens essa cor e é que eu sou branca!
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quarta-feira, 2 de julho de 2008
Tarde de Música - Florbela Espanca

Só Schumann, meu Amor! Serenidade...
Não assustes os sonhos... Ah!, não varras
As quimeras... Amor, senão esbarras
Na minha vaga imaterialidade...
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Não assustes os sonhos... Ah!, não varras
As quimeras... Amor, senão esbarras
Na minha vaga imaterialidade...
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Liszt, agora, o brilhante; o piano arde...
Beijos alados... ecos de fanfarras...
Pétalas dos teus dedos feito garras...
Como cai em pó de oiro o ar da tarde!
Beijos alados... ecos de fanfarras...
Pétalas dos teus dedos feito garras...
Como cai em pó de oiro o ar da tarde!
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Eu olhava para ti... “É lindo! Ideal!”
Gemeram nossas vozes confundidas.
- Havia rosas cor-de-rosa aos molhos –
Gemeram nossas vozes confundidas.
- Havia rosas cor-de-rosa aos molhos –
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Falavas de Liszt e eu... da musical
Harmonia das pálpebras descidas,
Do ritmo dos teus cílios sobre os olhos...
Harmonia das pálpebras descidas,
Do ritmo dos teus cílios sobre os olhos...
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